O tamanho do campo influencia as demandas físicas nos jogos posicionais e de posse de bola

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Um estudo publicado no Journal of Human Kinetics investigou como o tamanho do campo e o tipo de jogo modificam as demandas físicas dos jogadores durante o treinamento de futebol, considerando também as diferenças entre as posições.

A pesquisa analisou 25 jovens jogadores profissionais, integrantes da segunda equipe de um clube espanhol da primeira divisão, a partir de dados coletados em 36 sessões de treinamento durante a temporada 2021–2022. Foram consideradas 656 observações individuais de jogadores de linha.

Os pesquisadores compararam dois formatos de jogos reduzidos: jogos posicionais e jogos de posse de bola, realizados em campos pequenos, médios e grandes. Os jogos foram disputados no formato 9 contra 9 + 2 jogadores coringas. Nos jogos de posse, os atletas podiam se movimentar livremente, sem funções posicionais fixas. Já nos jogos posicionais, cada jogador deveria respeitar uma função específica dentro de uma estrutura 4-2-3.

Para analisar a carga externa, os jogadores utilizaram dispositivos GPS, que permitiram avaliar variáveis como distância total percorrida, velocidade máxima e número de acelerações e desacelerações de diferentes intensidades.

Jogos de posse apresentaram maior distância percorrida

Um dos principais resultados foi que os jogos de posse de bola produziram maior distância total percorrida do que os jogos posicionais nos três tamanhos de campo analisados. Nos campos grandes, além da maior distância, os jogadores também atingiram maiores velocidades máximas nos jogos de posse.

Entretanto, isso não significa que os jogos posicionais tenham apresentado menor demanda em todas as variáveis. Nos campos pequenos, os jogos posicionais apresentaram maior número de acelerações e desacelerações de alta intensidade, além de maior desaceleração máxima. Por outro lado, os jogos de posse apresentaram mais ações de aceleração e desaceleração de menor intensidade.

As demandas também variaram de acordo com a posição

A análise por posição mostrou que o efeito do formato do jogo não foi igual para todos os jogadores. Zagueiros e laterais apresentaram maior distância percorrida nos jogos de posse nos três tamanhos de campo. Já meio-campistas centrais e atacantes atingiram maiores velocidades máximas nos jogos de posse realizados em campos grandes.

Os resultados mostram, portanto, que modificar o espaço disponível e a organização do jogo pode alterar significativamente o perfil de carga externa imposto aos jogadores. Além disso, a posição ocupada pelo atleta também deve ser considerada na interpretação dessas demandas.

O que o estudo mostra para o treinamento?

Os resultados reforçam a importância de considerar tamanho do campo, formato da atividade e função tática ao planejar jogos reduzidos no futebol. A escolha entre um jogo posicional ou de posse não produz simplesmente uma diferença na carga total: ela pode modificar o tipo de ação física realizada, especialmente em relação às acelerações, desacelerações e velocidades alcançadas.

Assim, diferentes configurações do mesmo tipo de exercício podem gerar estímulos físicos distintos, algo relevante para profissionais que utilizam jogos reduzidos como ferramenta de desenvolvimento tático, técnico e físico.

O artigo completo está disponível clicando aqui

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Traduzido com auxílio de IA*