Um novo estudo científico revelou que a imersão em água fria ajuda na recuperação da força muscular e reduz a dor pós-jogo, mas o impacto no desempenho de sprint é limitado.
A prática de mergulhar em tanques de gelo após uma partida de futebol, cena comum em clubes de elite, acaba de ganhar um respaldo científico mais robusto. Um estudo de revisão sistemática e meta-análise, liderado por pesquisadores da Universidade de Örebro, na Suécia, avaliou o real impacto da imersão em água fria na recuperação de jogadores de futebol.
O estudo baseou-se em protocolos que envolvem a imersão do corpo (parcial ou total) em águas com temperaturas entre 5°C e 15°C, por um período de 5 a 20 minutos. Estima-se que até 90% das equipas de elite já utilizem essa estratégia como parte central da sua rotina de recuperação.
Benefícios da imersão em água fria na recuperação Muscular
De acordo com os resultados da pesquisa, a imersão em água fria demonstrou ser significativamente eficaz na recuperação da Contração Voluntária Máxima (MVC), ou seja, a força das pernas dos atletas. Este benefício foi observado de forma consistente em todos os períodos analisados: 24, 48 e 72 horas após a partida.
Além da força, a técnica ajudou na recuperação da capacidade de salto vertical (Countermovement Jump – CMJ), embora esse efeito tenha sido mais evidente especificamente 48 horas após o esforço físico.
Redução de dores e danos musculares
Para os jogadores que sofrem com a famosa “dor do dia seguinte”, a ciência traz boas notícias. A meta-análise confirmou que a imersão em água gelada:
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Alivia a dor muscular de início tardio: O alívio foi sentido principalmente nas 24 e 72 horas pós-jogo.
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Reduz marcadores de danos musculares: Houve uma redução nos níveis de creatina quinase (CK) no sangue, um indicador comum de lesão tecidual após o exercício intenso.
O que o “Banho de Gelo” não faz?
Apesar dos benefícios na força e no bem-estar, o estudo indicou que a imersão em água fria não parece ter impacto na performance de sprint de 20 metros. Ou seja, embora o atleta se sinta menos dolorido e recupere a força bruta, a sua velocidade máxima de corrida não é acelerada pela intervenção.
Embora os dados sejam promissores para futebolistas masculinos e femininos, os autores do estudo, como Jort Veen e Peter Edholm, sugerem cautela. Como os intervalos de predição estatística incluíram a possibilidade de efeito nulo, os benefícios podem variar entre indivíduos, e novos estudos ainda são necessários para consolidar estas evidências.
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Texto gerado por IA
Curadoria: João Vítor de Assis

